Nem um suspiro,
Nem uma gota de sangue me faz ressurgir da escuridão,
Nem o teu clamor, nem o teu amor, suplico.
Caminhos e caminhos a recorrer, sem paradas, sem destino.
Quero azas para voar,
Ser livre, ser águia,
Velos como o vento,
Como o tempo.
Não fique triste se eu chorar é a chuva.
Ela cai como gotas de orvalho e leva consigo a minha dor,
o meu amor...
sábado, 14 de agosto de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Ontem
Ontem eu matei...
Ontem eu matei, os meus sonhos, os meus desejos e junto o meu sorriso, a minha alegria.
Foi ontem que eu matei quem mais amava e descobri que a dor não tem remédio.
Foi ontem que tudo se desfez, tudo aquilo que foi construído desabou.
Foi ontem que chorei ao perceber a distância dos corpos, e a incerteza do amor.
É, foi ontem que provei do próprio veneno...
Vi a mentira se transformar em verdade e as palavras soarem como certezas.
Vi a impureza de uma alma e a decepção diante dos meus olhos.
Foi ontem que eu percebi que as pessoas não são pessoas, são personagens.
Personagens de uma história mal contada.
Foi ontem que eu matei a mim mesmo para tentar ressurgir sendo uma pessoa melhor.
Somente ontem eu deixei de existir para continuar te amando, sem que você saiba que a única verdade está no que foi vivido...
Somente ontem eu deixei de existir para continuar te amando, sem que você saiba que a única verdade está no que foi vivido...
Foi a última vez, ontem, a minha maior decepção.
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